Pinturas,Costuras e apartes

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Minhas Pinturas ....

21°


22°


23°



24° - Minhas vaquinhas



25°





26° - Minhas primeiras galinhas - pretendo pintar várias.

Minhas Pinturas

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20°
Minha primeira pintura Country

PESSOA DESAPARECIDAS.....

Dicas para iniciantes em pintura em tecido:

Para quem está começando a pintar em tecido tem muitas dúvidas quanto ao uso dos pincéis e técnicas de pinturas, para ajudá-los vou colocar algumas dicas importantes.



1 - Para fazer a cópia do desenho para o tecido use sempre carbono suave, desses de computador, que não mancham a pintura, e em cima do risco, coloque uma folha de celofane, isso evita que o papel rasgue;


2 - Em toda a pintura , use sempre clareador como base, antes de colocar qualquer cor sobre o tecido. Mas não coloque o clareador de uma só vez em todo o desenho, vá pintando por partes, pois você tem que trabalhar em cima dele molhado;


3 - Em trabalhos que tem a descrição das cores usadas deve-se seguir esta ordem conforme a numeração, pois são os passos usados, para saber o que tem que ser pintado primeiro;


4 - Os pincéis mais usados são os chatos de cerdas duras. Esses pincéis precisam ser lixados e cortados para serem “envelhecidos”, veja como fazer isso:


a) corte as cerdas para diminuir o comprimento;
b) agora deite o pincel em cima do dedo indicador da mão esquerda e vá desbastando-o de cima para baixo, nos dois lados (como se estivesse desbastando cabelo), a fim de obter cerdas de vários comprimentos, corte também um leve cantinho das laterais;
c) pegue o pincel na mão direita, e coloque o dedo indicador em cima das cerdas, pressionando-o de cima para baixo. Faça isso dos dois lados, mas cuide pra não afinar muito o pincel.


Obs: Depois de usar muito o pincel, as cerdas vão gastando, e para que ele fique “novo” e bom de usar, basta cortar com a tesoura as cerdas para emparelhá-los novamente, fica ótimo.


5 - Estique o tecido em cima de uma tábua fina ou Triplac (Eucatex branco) medindo + ou - 30 cm por 40 cm, mas antes passe cola permanente nessa tábua;Atenção: não passe essa cola muito grossa na tábua, pois ela tende a grudar muito no tecido.


6 - Pegue a tinta sempre só com o cantinho do pincel, vá aos poucos, para que a sua pintura não fique muito carregada;


7 - Fazer “batidinhas” significa pegar um pouco de tinta, colocar num pratinho ou gôde, colocar as cores lado a lado, e aí você vai empurrando o pincel para pegar a tinta, que ficará do lado de cima. Desse jeito comece a fazer leves “batidinhas” no tecido, começando mais forte e terminando mais fraquinha.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dicas para Pintura Country

Pespontos
Uma das características principais deste tipo de pintura é a imitação de costura, retalhos e tecidos em geral. Para isso, são feitos pespontos com pincéis liner, que possuem cerdas longas e resultam em traços maiores e mais longos.

A caneta permanente também pode ser usada para a obtenção deste efeito. Além de ser uma nova opção para quem está começando a pintar madeira, proporciona maior firmeza para quem não possui habilidade em pinturas.


Tintas
O estilo country americano se caracteriza pela pintura pastel e pelo aspecto envelhecido. Para obter este efeito, misture a tinta utilizada com algumas tintas de água.

Uma das tintas indicadas nestes trabalhos é a PVA, um tipo de látex disponível em diversas cores no mercado. É de fácil aplicação, já que é solúvel em água e possui secagem rápida.

Também pode ser aplicado o uso de tintas acrílicas americanas, que possuem mais de duzentas cores diferentes. Além disso, o produto é de boa qualidade, dando melhor acabamento ao trabalho.


Verniz
Para dar acabamento em seus trabalhos, é recomendável o verniz acrílico, que é o mais indicado por ser à base de água. Além disso, é um produto fácil de ser utilizado, de secagem rápida e possui preço acessível.


Escova para chuvisco
O Spatter Brush, mais conhecido como escova para chuvisco, é utilizado para obter efeito espirrado nos trabalhos. A peça possui uma parte com cerdas, onde a tinta deve ser aplicada com auxílio de um pincel.

Preso ao cabo há um rolo de madeira com uma agulha, que são os responsáveis pelo efeito de chuvisco.


Listras e Xadrez
Para fazer o efeito listrado e xadrez, prefira pincéis longos e retos. Seu tamanho deve variar conforme a largura desejada no efeito.


Estes pincéis são feitos de pêlos sintéticos e são importados, pois não existem na linha nacional.

Para melhor resultado em seu trabalho, utilize tinta diluída com algumas gotas de água, obtendo uma certa transparência nas pinceladas.


Pincel Redondo
O pincel redondo é feito com pêlos de marta e é indicado para pintar detalhes arredondados, como mão, rosto, laços e bolsos.

Como é de pêlo macio, não deixa marcas de tintas sobre a peça.


Batedor de Estêncil
O batedor de estêncil possui modelos internacional e nacional. O seu uso pode ser substituído por uma esponja de alta densidade.


Esponja Marinha
Esta esponja pode ser encontrada no mercado em diversos tamanhos e é preparada especialmente para o uso artesanal.

Sua textura é dura e deve ser hidratada antes do uso. Para isso, mergulhe-a na água por alguns segundos e remova o excesso de água, apertando-a.

Depois de umedecida, a esponja aumenta de tamanho, mas volta ao tamanho natural depois de seca.

Este produto só pode ser utilizado com tintas à base de água e deve ser lavado imediatamente após o uso.


Pincel Chanfrado
O pincel chanfrado ou angular é de pêlo sintético e é utilizado para fazer o efeito de sombra na peça.

O segredo para obter este efeito é umedecer o pincel com água e remover o excesso pressionando levemente as cerdas sobre um pano.

A tinta deve ser colocada na ponta das cerdas em pouca quantidade.

Por ser sintético, este tipo de pincel nunca deve ser usado na aplicação de solvente.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dicas para fazer Decoupage

1 - As gravuras e outros motivos usados num trabalho de decoupage devem ter uma espessura o mais fina possível, para que a superfície da peça fique lisa, sem degraus. Aqui vai um truque para afinar o papel mais espesso: depois de aplicar uma camada de selante sobre toda a frente do motivo, dê uma demão de tinta látex ou cola branca no verso da gravura. Deixe secar. Então, num dos cantos da folha, levante uma pontinha do papel usando um estilete. Enrole essa pontinha bem firme num lápis. Delicadamente role o lápis até a outra extremidade do motivo, removendo assim a camada excedente do papel. Estique novamente a gravura colocando-a sob um peso (tipo lista telefônica).


2 – A colagem dos motivos é uma das etapas mais delicadas da decoupage, pois tanto o excesso quanto a aplicação insuficiente de cola podem comprometer o resultado final do trabalho. Portanto, passe um rolinho de espuma, limpo e seco, sobre toda a superfície do verso dos motivos logo após a demão de cola, espalhando-a uniformente.


3 – Caso você danifique algum dos motivos durante o processo de colagem do decoupage, restaure a área usando lápis de cor oleoso ou aquarelado, seguido deu uma camada de cola branca. Deixe secar e continue normalmente a aplicação do motivo.


4 - Mesmo que a superfície da madeira ou cerâmica que vai receber o decoupage esteja completamente limpa e livre de quaisquer resíduos de verniz, selante ou outros materiais, aplique uma ou duas demãos de base para artesanato ou gesso acrílico antes de iniciar o trabalho, intercalando secagem. Esse procedimento garante maior aderência à colagem.


5 - Mesmo que você tenha prática em compor motivos ao executar a técnica de decoupage, é sempre útil preparar um rascunho do projeto. Para tal, desenhe numa folha de papel a peça a ser trabalhada e, sobre o desenho a lápis, brinque com as várias maneiras de arranjar os motivos.


6 – Para aumentar a resistência do papel e garantir o resultado perfeito do trabalho de decoupage, aplique uma demão de selante sobre toda a frente dos motivos que planeja usar na composição, antes de iniciar a execução.


7 - Passe um pano macio ou um rolinho de espuma limpo e seco sobre os motivos recém-colados, para garantir melhor fixação do papel e eliminar eventuais bolhas de ar.


8 – Para dar maior maleabilidade a uma gravura de decoupage a ser aplicada sobre um objeto curvo, como por exemplo um cachepô, faça o seguinte: passe cola no verso do papel, mergulhe-o em água fria por dois minutos e retire da água. Deixe escorrer bem e aplique-a na peça passando delicadamente um paninho por cima para evitar a formação de bolhas. Prossiga o trabalho apenas quando o papel colado na peça estiver completamente seco.

Estas informações foram retiradas de um livreto lançado pela Revista Mãos de Ouro Ed.01.

Dicas de pintura country

Texto extraído da Revista Country Americano, Ano 1 Edição 02 da On Line Editora.

Pespontos
Uma das características principais deste tipo de pintura é a imitação de costura, retalhos e tecidos em geral. Para isso, são feitos pespontos com pincéis liner, que possuem cerdas longas e resultam em traços maiores e mais longos.

A caneta permanente também pode ser usada para a obtenção deste efeito. Além de ser uma nova opção para quem está começando a pintar madeira, proporciona maior firmeza para quem não possui habilidade em pinturas.

Tintas
O estilo country americano se caracteriza pela pintura pastel e pelo aspecto envelhecido. Para obter este efeito, misture a tinta utilizada com algumas tintas de água.

Uma das tintas indicadas nestes trabalhos é a PVA, um tipo de látex disponível em diversas cores no mercado. É de fácil aplicação, já que é solúvel em água e possui secagem rápida.

Também pode ser aplicado o uso de tintas acrílicas americanas, que possuem mais de duzentas cores diferentes. Além disso, o produto é de boa qualidade, dando melhor acabamento ao trabalho.

Verniz
Para dar acabamento em seus trabalhos, é recomendável o verniz acrílico, que é o mais indicado por ser à base de água. Além disso, é um produto fácil de ser utilizado, de secagem rápida e possui preço acessível.

Escova para chuvisco
O Spatter Brush, mais conhecido como escova para chuvisco, é utilizado para obter efeito espirrado nos trabalhos. A peça possui uma parte com cerdas, onde a tinta deve ser aplicada com auxílio de um pincel.

Preso ao cabo há um rolo de madeira com uma agulha, que são os responsáveis pelo efeito de chuvisco.

Listras e Xadrez
Para fazer o efeito listrado e xadrez, prefira pincéis longos e retos. Seu tamanho deve variar conforme a largura desejada no efeito.

Estes pincéis são feitos de pêlos sintéticos e são importados, pois não existem na linha nacional.

Para melhor resultado em seu trabalho, utilize tinta diluída com algumas gotas de água, obtendo uma certa transparência nas pinceladas.

Pincel Redondo
O pincel redondo é feito com pêlos de marta e é indicado para pintar detalhes arredondados, como mão, rosto, laços e bolsos.

Como é de pêlo macio, não deixa marcas de tintas sobre a peça.

Batedor de Estêncil
O batedor de estêncil possui modelos internacional e nacional. O seu uso pode ser substituído por uma esponja de alta densidade.

Esponja Marinha
Esta esponja pode ser encontrada no mercado em diversos tamanhos e é preparada especialmente para o uso artesanal.

Sua textura é dura e deve ser hidratada antes do uso. Para isso, mergulhe-a na água por alguns segundos e remova o excesso de água, apertando-a.

Depois de umedecida, a esponja aumenta de tamanho, mas volta ao tamanho natural depois de seca.

Este produto só pode ser utilizado com tintas à base de água e deve ser lavado imediatamente após o uso.

Pincel Chanfrado
O pincel chanfrado ou angular é de pêlo sintético e é utilizado para fazer o efeito de sombra na peça.

O segredo para obter este efeito é umedecer o pincel com água e remover o excesso pressionando levemente as cerdas sobre um pano.

A tinta deve ser colocada na ponta das cerdas em pouca quantidade.

Por ser sintético, este tipo de pincel nunca deve ser usado na aplicação de solvente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mistura das cores

Uma dica pra quem não tem condições de comprar todas as cores de tinta ou mesmo se faltou em uma hora que você esteja impossibilitada de comprar

Nápoles = branco + 1/3 amarelo ouro

Pastel = branco + 1/3 amarelo limão

Pálido = branco + 1/3 de laranja

Verde bobo = verde folha + 1/3 laranja

Verde escuro = verde bandeira + 1/3 de preto

Verde sienado = púrpura + 1/3 verde Olivia

Tempo de chuva = violeta + 1/3 amarelo limão

Rosa goiaba = tempo de chuva + 1/3 de rosa cha

Violeta absoluta = azul marinho + 1/3 púrpura

Vermelhão = vermelho escarlate + 1/3 amarelo ouro

Vermelhão cereja = vermelho escarlate + 1/3 de caramelo

Petróleo = azul marinho + preto branco (porções iguais)

Amarelo Cádmio = Amarelo Ouro + isca de Laranja

Amarelo Bebê = Branco + isca de Amarelo Limão

Azul Celeste = Branco + Azul Turquesa

Azul inverno = Azul Caribe + isca de Preto

Azul Caribe = Azul Ultramar + Branco

Azul Ultramar = Azul Cobalto + Violeta + Clareador

Azul Mar = Azul Celeste + Verde Bandeira

Azul Marinho = Azul Turquesa + Preto

Azul Petróleo = Azul Turquesa + Preto

Azul Bebê = Branco + isca de Azul Caribe

Areia = Amarelo Pele + isca de Sépia

Coral = Salmão + isca de Vermelho Tomate

Cappuccino = Marfim + Terra Queimada

Cinza = branco + isca de Preto

Cerâmica = Púrpura + Verde Oliva

Jacarandá = Vermelho Carmim + Verde Oliva

Lilás Bebê = B ranço + isca de Violeta Cobalto

Lavanda = Lilás + Amarelo Pele

Marfim = Branco + isca de Amarelo Ouro

Marrom = Laranja + Preto

Marrom Intenso = Marrom + isca de Preto

Mostarda = Amarelo Ouro + Cinza Lunar

Ocre Ouro = Salmão + Verde Oliva

Castanho Claro = Verde Folha + isca de Marrom ( para alcançar tons de castanho mais escuro vá aumentando a quantidade de marrom e substitua o verde folha pelo verde musgo)

Verde = azul + amarelo

Cinza lunar = azul + preto + branco

Rosa = vermelho + branco

Laranja = vermelho + amarelo

Marrom = vermelho + verde

Vinho = vermelho + azul

Verde oliva =verde musgo + sépia

Vede folha =verde musgo + amarelo limão

Salmão = pele + vermelho

Rosa envelhecido = pele + vinho

Roxo =magenta + azul

Rosa chock = magenta + branco

Bege =marrom + branco

Lilás = vinho + branco

Pêssego= Marfim + Laranja

Rosa Natural = Amarelo + isca de Rosa escuro

Rosa Ciclame = rosa escuro + Verde Glacial

Rosa Bebê = Branco + isca de Rosa

Rosa Pálido = Salmão + Violeta Cobalto

Rosa Morena = Rosa Chá + isca de cerâmica

Rosa Salmão = Rosa Cha = Amarelo Ouro

Rosa Queimado = Rosa Escuro + Cerâmica

Siena Natural = Amarelo Ouro + Marrom

Sépia = Verde Musgo + Marrom

Salmão Bebê = Marfim + isca de Rosa

Terra Queimada = Marrom + Vinho

Tangerina = Vermelho Tomate + Amarelo Cádmio

Verde Sombra = Verde Oliva + Preto

Verde Seco = Azul Cerúleo + Ocre Ouro

Verde Grama = Azul Cobalto + Ocre Ouro

Verde Pinheiro = Verde Musgo + Azul Marinho

Verde Glacial = Marfim + Azul Celeste

Verde Veronese = Amarelo Limão + Azul Turquesa

Verde Oliva = Verde Musgo + Sépia

Verde Forte = Sépia + Azul Marinho

Verde Escuro = Verde Bandeira + Preto

Verde Pântano = Verde Pinheiro + Preto

Verde Bebê = Branco + isca de Verde Bandeira

Verde Natural = Cinza Lunar + Amarelo Ouro

Verde Pistache = Amarelo Canário + Verde Oliva

Vermelho Queimado = Vermelho Carmim + Capuccino

Provérbio dos Signos

PROVÉRBIOS DOS SIGNOS


Áries - Não sei bem o que quero, só sei que quero JÁ!

Touro - Amor numa cabana? Só se for 5 ESTRELAS.

Gêmeos - Odeio fofocas.... masssss..... já te contei a ÚLTIMA?

Câncer - Lar, ....meu doce LAR!

Leão - Antigamente EU era vaidoso, mas agora me curei e estou PERFEITO!

Virgem - Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA, mas porque ainda não fizestes o que te MANDEI?

Libra - A justiça tarda mas não falha, pois está sempre COMIGO.

Escorpião - Sou super LIBERAL... mas onde tu fostes, MESMO?

Sagitário - Já te disse 1.000.000 de vezes que NUNCA EXAGERO!

Capricórnio - HOJE, assumi o cargo de vice-diretor de uma empresa que ORGANIZAREI, e será sucesso daqui a 10 ANOS.

Aquário - Já estou guardando grana, para construir a NOSSA bela casa lá na LUA.

Peixes - Ontem tinha DÚVIDAS, hoje... NÃO SEI!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

E tudo mudou - Luis Fernando Veríssimo

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças ...

Luis Fernando Veríssimo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quanto cobrar?

Planilhas facilitam o processo de formação de preços de serviços e ajudam o empreendedor a não esquecer de considerar os custos envolvidos na operação
Preços dos serviços devem levar em conta o número de horas trabalhadas, as despesas fixas proporcionais, os materiais envolvidos e uma margem de lucro, de modo que o valor total não seja muito superior ao praticado pela concorrência.

Existem várias formas de se calcular os preços de venda de produtos e serviços. A utilização de planilhas torna bastante simples e fácil esses cálculos. A planilha pode ser encontrada no portal Sebrae.

Instruções para uso da planilha:

Serviço: discriminar o serviço a que se refere os dados da planilha. O empresário deverá preencher uma planilha para cada serviço que é prestado.

Nota: o total das horas disponibilizadas da mão-de-obra deverá ser rateado entre os vários serviços.

Data: anotar a data da elaboração da planilha. A data é importante para a atualização, quando for realizado o próximo levantamento de dados.

Custo da mão-de-obra: o próximo passo é calcular a mão-de-obra direta que a empresa tem disponível para realizar seus vários serviços.

Função: nome das funções dos empregados.

Quantidade: informar a quantidade de empregados em cada função.

Salário: informar o valor do salário pago ao empregado, por mês.

Encargos: informar o percentual dos encargos sociais que incidem sobre os salários dos empregados.

Sub-total dos salários mais encargos: calculado.

Horas trabalhadas por empregado/mês: informar.

Horas disponíveis/mês: é o cálculo da quantidade de empregados x quantidade de horas por empregado, por mês.

Custo serviço por hora: calculado. É o valor total dos salários mais encargos, dividido pelo total das horas disponíveis.

Tempo gasto para realizar o serviço: informar o tempo real gasto para executar os serviços.

Por exemplo: caso o tempo da prestação do serviço seja de 50 minutos, o valor da mão-de-obra poderá ser obtido através de regra de três simples:

60 minutos (1 hora) .....................R$
50 minutos ...................................x

Deverão ser considerados apenas os funcionários responsáveis pela execução dos serviços.

Despesas fixas
O próximo passo é determinar as despesas fixas e despesas administrativas da empresa, conforme tabela. Os valores efetivamente pagos no mês anterior podem ser utilizados como base.

Rateio das despesas fixas: calculado. É obtido pela divisão do total das despesas fixas pelo total de horas disponíveis no mês.

Despesas fixas do serviço: calculado. É o rateio das despesas fixas multiplicado pelo tempo gasto no serviço.

Custo total da mão-de-obra: calculdado. É o custo da mão-de-obra + rateio das despesas fixas.

Despesas de comercialziação e lucro: preencher com os valores aplicáveis.

Preço do serviço: calculado.

Ao final do cálculo do preço de venda, se o valor obtido for muito superior ao praticado pela concorrência, é aconselhável rever o percentual desejado de lucro.

Custo do material aplicado
Algumas empresas utilizam materiais que devem ser destacados das despesas gerais, caso o seu valor, em relação ao preço do serviço, for considerado relevante. São, geralmente, peças de reposição.

Preencher com a descrição, unidade e quantidade referente a cada material utilizado na prestação do serviço.

Preço: informar o valor calculado de acordo com a formação de preço para o comércio, por unidade (por quilo, metro, metro quadrado etc).

Preço final do serviço: calculado. É obtido através da soma do preço do serviço com o valor referente aos gastos com material utilizado para realizá-lo.

Fonte PEGN

Artesanato melhora a vida de uma comunidade em Sergipe

Artesanato é um trabalho lucrativo. Um grupo de artesãs de Sergipe descobriu um tipo de palha ideal para a confecção de vários produtos. Mas para o negócio dar certo é administrado como uma empresa.

As artesãs produzem bolsas, bandejas, cestas.O artesanato mudou a vida das mulheres de Neópolis, no interior de Sergipe. As artesãs fazem do talento artístico um complemento da renda familiar.

O Sebrae apoiou o grupo e criou o projeto “Artesanato Trançado na Palha”.

“Eles toparam, a gente veio e está aí o resultado”, afirma Wânia Alzira Santos, do Sebrae de Sergipe.

O primeiro passo para produzir as peças é conseguir matéria-prima. Essa função é dos maridos das artesãs. Quando estão de folga no trabalho, eles vão para o campo. A busca é cansativa. Eles usam foices para arrancar as folhas. Um trabalho que, às vezes, leva horas.

“O mato é fechado. Para mulher fica ruim porque tem espinho e abelha também. E os homens já têm mais facilidade de entrar no mato”, revela o marido de uma artesã, Luciano Santana.

Já de volta à vila operária, os maridos saem de cena. As mulheres espalham as folhas pela calçada. A secagem dura uma semana.

O trabalho para fazer as peças começa na sede da Associação Artesanal Formiguinhas em Ação.

“Quando a gente trabalha com amor, fica mais bonito ainda”, ensina a artesã Maria Auxiliadora dos Santos.

Há cinco anos, quando o grupo nasceu, o Sebrae ofereceu uma consultoria para aperfeiçoar o artesanato. O molde é feito com o talo da planta e a palha é usada no revestimento. Elas fazem cem peças novas por mês. Com o produto pronto, é hora de vender. O Sebrae percebeu que as mulheres não sabiam negociar.

“A peça custava R$ 12. Se o cliente dissesse que ia levar R$ 5, elas entregavam o produto do jeito que o cliente estava querendo”, lembra a consultora do Sebrae.

“A gente não tinha visão que estava perdendo. A gente queria vender. Mas hoje não tem essa de pechinchar. A gente tem que valorizar o nosso trabalho”, avalia a presidente da associação Maria José dos Santos.

Outra sugestão do Sebrae foi a criação de um fundo de reserva. Cada artesã doa um trabalho por mês para a cooperativa. A peça é vendida e o dinheiro é guardado para viagens e participações em feiras.

A meta é atingir novos mercados. Para isso, o grupo precisa crescer, aumentar a produção. Mas não tem sido fácil encontrar novas sócias que cumpram as regras porque a entidade funciona como uma empresa: tem horário de trabalho definido, metas de produção e muita cobrança para manter a qualidade das peças. Quem deseja entrar no grupo, precisa fazer um estágio por três meses.

Ivanilda, Valdicleide e Maria da Conceição passaram pelo treinamento e foram aceitas na cooperativa.

“Estou sempre seguindo as instruções do grupo. Para passar para o estágio eu fiz tudo direitinho. Por isso que estou na associação há cinco meses”, diz Ivanilda da Silva Santos.

Muita gente desistiu ou foi dispensada antes de completar os três meses.

“Nem todo mundo tem jeito para fazer artesanato. E se não der para ficar na associação, a gente chama a pessoa e conversa. Não pode ficar enrolando”, avisa a presidente da associação das artesãs.

O dinheiro da venda do artesanato é dividido de acordo com a produção individual. A artesã Rubenice Pereira, por exemplo, ganha entre R$ 150 e R$ 350 por mês.

“Onde nós moramos a renda é um pouco baixa. Com o artesanato, eu já posso ajudar em casa”, explica Rubenice.

O artesanato em palha também ajudou outra família. Atualmente, a atividade é responsável por 40% do orçamento. Com o dinheiro, a artesã Jaqueline de Oliveira comprou um aparelho de som e uma televisão. O marido dela achava que o dinheiro só dava para um televisor menor.

“Meu marido ficou pensando que eu não tinha dinheiro e disse para comprar uma televisão pequena. Eu falei que não. Mandei ele comprar a maior porque eu podia ajudar a dar a entrada”, lembra a artesã.

O artesanato produzido em Neópolis ganha força e já foi negociado com lojistas de quatro estados. Agora o Sebrae quer montar um loja móvel. Um carro adaptado para a venda de artesanato na capital do estado, Aracaju, a 125 quilômetros de distância.

“Elas têm muita dificuldade de levar o produto para Aracaju, que é a porta de entrada para o turista. É lá onde tem aeroporto e rodoviária. Então, com a loja itinerante, elas poderiam vender na orla e levar o artesanato para outros municípios”, explica a consultora do Sebrae.

“É assim que eu penso e sonho: um dia nós estaremos exportando o nosso trabalho, sendo reconhecidas no mundo todo”, aposta a artesã Maria Auxiliadora dos Santos.

Para ter mais informações sobre o apoio do Sebrae ao artesanato, procure um posto de atendimento mais perto de você ou visite o site.

Fonte PEGN

Mação Pronta:

Maçã de Retalhos

Hoje estamos inaugurando uma nova área dentro do NetBazar em Revista: nossa seção de colunas! E para essa estréia, convidamos a artista Cris de Raphael para assinar a coluna sobre Pintura Country: Criando com o Coração! E o nome foi sugestão da própria Cris!!

Quinzenalmente, a Cris estará aqui conosco oferecendo PaPs, dicas e compartilhando sua experiência com Pintura Country com todos nós.

Para começar, Cris nos mostra como pintar uma linda “Maçã de Retalhos”. Confira!


Materiais necessários para este trabalho.
Materiais necessários:

» Recorte em forma de maçã em MDF
» Tinta PVA nas cores : Pérola
» Siena
» Rústico
» Apple Green
» Folhagem
» Verde Fall
» Colônia
» Pistache
» Mineral
» Branco Neve
» Azul Céu
» Pimenta
» Avelã
» Verniz Semi Brilho a base de água (opcional)
» Pincel chato médio macio
» Pincel chato pequeno macio
» Pincel chanfrado médio
» Pincel luz seca médio
» Pinta bolinha no. 4
» Lixa 280
» 20 cm de arame recozido
» Papel carbono
Passo-a-Passo

1. Fundo

Com pincel chato médio passe 3 demãos de “pérola” em toda peça. Aguarde secagem completa entre as demãos. Lixe após cada secagem.


Fundo
2. Transfira o risco com papel carbono.


Transferindo o risco.
3. Cabo:

Com pincel chato e “siena”, pinte até cobrir totalmente o fundo.


Pinte até cobrir totalmente o fundo.
Com pincel chanfrado e “rústico”, faça a sombra.



4. Folhas :

Com pincel chato e “apple green”, pinte até cobrir o “pérola”.



Com pincel chanfrado e “folhagem”, faça a sombra ao redor da folha.



Com o pincel luz seca e “branco neve,” faça um leve esfumaçado no centro da folha, dando assim um toque de luz.



5. Retalho 1 :

Com pincel chato e “verde fall”, pintar até preencher todo o retalho.



Com pincel luz seca e “branco neve”, fazer o esfumaçado no centro do retalho.



Com pincel chanfrado e “colonial” fazer a sombra ao redor do retalho.



6. Retalho 2 :

Com pincel chato e “pistache”, pintar até cobrir todo o retalho.



Com pincel luz seca e “branco neve”, fazer o esfumaçado no centro do retalho.



Com pincel chanfrado e “verde fall”, fazer a sombra ao redor do retalho.



7. Preenchimento do retalho 1 :

Com pinta bolinha no. 4 e “branco neve”, faça bolinhas aleatoriamente.



8. Preenchimento do retalho 2 :

Com pincel chanfrado e “branco neve” aguado, faça listras.



9. Retalho 3 : Mantenha o fundo “pérola”.

Com pincel chanfrado e “verde fall” aguado, faça a sombra ao redor do retalho.



Com a ponta do pincel chato pequeno, faça 3 florzinhas nas cores “azul céu”, “pimenta” e “avelã”.



Com o cabo de um pincel e o “branco neve”, faça miolo da florzinha.


10. Pespontos :

Com pincel liner e “rústico” faça pespontos em forma de “X” unindo 2 retalhos.



Com a ponta do pincel liner e “branco neve” faça pespontos nas folhas e também na união de outros 2 retalhos.



11. Inserir o arame no cabo da maçã.



12. Envernizar :

Passar uma demão de verniz semi-brilho.

NetBazar entrevista: Cris de Raphael

Apaixonada pela pintura country, Cris de Raphael iniciou suas pinturas por acaso com o apoio de uma amiga e nunca mais largou. Com grande influência da folk art americana, seus trabalhos possuem traços bem definidos e são marcados por sombreados fortes o que nos faz identificar sua autoria. Nesta entrevista, Cris nos conta um pouco de sua experiência, seu início na pintura e um pouco sobre o mercado artesanal.

1.Como iniciou seu interesse pela pintura decorativa?

Cris de Raphael: Em 1990, perdi minha mãe que era uma grande e constante companheira. Procurei então algo que pudesse preencher meu tempo, no momento ocioso, e minha mente. Algo que me fizesse concentrar e distrair. Através de uma amiga conheci a pintura bauernmalerei. A princípio não me interessei muito, mas acabei pintando uma peça para agradar minha amiga. Acabei me apaixonado pela pintura e pela técnica. Com o tempo fui buscando novas técnicas e novos cursos e assim aperfeiçoando e enriquecendo meus conhecimentos.


Joaninha
2. Dentro da pintura decorativa, existe alguma especialidade que você se interessa mais?

Cris de Raphael: Existe sim. Essa especialidade que me encanta é o Country Americano. Meu interesse é pela variedade de técnicas que posso utilizar. E ainda posso unir e reproduzir flores, animais e figuras humanas todas ao mesmo tempo numa mesma peça.

3. À medida que vai se pintando, com a experiência nesta ou em qualquer outra especialidade artesanal, adquire-se o estilo próprio, ou seja, alguns artistas possuem traços mais delicados, outros simpatizam mais por pintura de ursos e, assim, conseguimos identificar a olho, a autoria das peças. Você já encontrou seu estilo próprio?

Cris de Raphael: Às vezes acho que sim, outras que não. Ainda me encontro buscando aperfeiçoamento. Sempre que possível acabo incrementando meus trabalhos com detalhes sutis e cores pastéis. Também utilizo muitas sombras, enriquecendo ainda mais os trabalhos e deixando uma marca bastante perceptível. Acredito esses pontos possam em breve ser a identificação visível de meus trabalhos

4. Como você desenvolve seus paps? Como é feita a escolha das peças que serão ensinadas?

Cris de Raphael: Primeiro defino o nível de dificuldade da técnica a ser ensinada. Normalmente acabo decidindo por trabalhos para iniciantes. Faço isso porque quando iniciei na pintura country senti grande dificuldade em seguir os PaPs. Assim decidido, escolho a peça que na maioria das vezes é de tamanho pequeno a médio. Acredito ser interessante a amiga arteira olhar para o tamanho da peça e para o PaP e de imediato perceber que ela conseguirá realizar um trabalho igual ou melhor que o sugerido. Quando chega o momento da escolha do risco e das cores procuro criar com o coração….rs. Normalmente me apaixono pela peça mesmo antes de estar realizada.


Chinesinha
5. Existem muitos meios de divulgação dos trabalhos artesanais. Qual você acredita ser o mais eficaz: internet, divulgação entre amigos, bazares? Qual o meio que você mais utiliza?

Cris de Raphael: A divulgação entre amigos é bastante interessante pois cria a confiabilidade da indicação de uma para outra pessoa. Mas na minha opinião o veículo mais eficaz de divulgação dos trabalhos artesanais é a internet. Muitas vezes fico imaginando pessoas do outro lado do mundo conhecendo meus trabalhos. Isso me dá uma enorme satisfação. A gama de pessoas que podem admirar e adquirir nossas peças é incalculável. E o mais interessante é que gastamos pouquíssimo esforço para tal, e ainda o custo é baixíssimo para divulgarmos nosso nome e nossos trabalhos.

6. Atualmente, existe uma grande tendência em diversificação de materiais, ou seja, numa caixa de mdf finalizada, você encontra colagem de papéis, tecidos, botões e uma série de outros materiais, onde se viam apenas desenhos pintados. Temos também o próprio surgimento dos carimbos muito em voga hoje na pintura decorativa, com as estamparias por trás de desenhos pintados à mão. Você acredita que seja uma certa influência do patchwork na pintura decorativa?

Cris de Raphael: Certamente o patchwork é uma forte influência na pintura decorativa. Mas aposto mesmo, com enorme força, na criatividade das artesãs. Essa mistura de técnicas e acessórios enriquece cada vez mais os trabalhos trazendo assim a criação individual e exclusiva de cada pessoa em cada peça. A busca de novos recursos chega a ser incessante. Cada detalhe, cada toque pessoal aumenta ainda mais o valor das artesãs brasileiras. A utilização dos carimbos muito em voga mesmo vem agregar mais beleza, riqueza e facilidade às nossas criações.

7. Geralmente, o artista tem uma especialidade tida como principal, mas tem outras secundárias, por exemplo, existe o artista que pinta, mas que também faz bijuterias, costura, modela. Você tem alguma outra especialidade de seu interesse?



Prato Bauer
Cris de Raphael: Costumo dizer que a artista, principalmente a brasileira é dotada de enorme criatividade e vontade de aprendizado. Isso nos leva a conhecer outras formas de criar. Já fiz um pouco de tudo, bijuterias, bordados, crochê, decoração de festas infantis em isopor, fiz a decoração das 15 velas do baile de debutante da minha filha. Há pouco tempo fiz um curso de customização de chinelos. Sempre que posso busco novos aprendizados. Acredito que uma especialidade ajuda a enriquecer outra. Mas a minha preferência e paixão é mesmo pela pintura country.

8. Cris você acredita que com o crescimento do artesanato no Brasil, cresceu também o interesse das pessoas pela compra de produtos artesanais?

Cris de Raphael: Acredito sim. O crescimento do artesanato no Brasil está vindo numa velocidade muito rápida. O interesse das pessoas em adquirir produtos artesanais brasileiros está vindo na mesma velocidade.
Tenho absoluta certeza e convicção, a internet está nos ajudando muito nesse sentido. Os sites de vendas e de busca vêm colaborando fortemente na divulgação dos valores artesanais brasileiros.


Pinceleira
9. Atualmente, existe um grande empenho de grandes empresas para desenvolver novos produtos que facilitam o desenvolvimento e a criação dos trabalhos artesanais. Você acredita que este mercado possui alto potencial de crescimento visto que a cada ano, surgem mais artesãos no mercado brasileiro e mundial?

Cris de Raphael: Tenho visto e acompanhado de perto o desenvolvimento de novos produtos. O potencial de crescimento é muito grande e muito rápido. O interesse por trabalhos artesanais, principalmente no mercado brasileiro através de seus artesãos chega a ser assustador, visto pelo movimento de visitação da Mega Artesanal 2009 . A feira em 2008 recebeu 108.000 pessoas e em 2009 foram mais de 110.000. Esse crescimento de visitação na Mega 2009 nos mostra claramente a força de tal potencial.

10. Cris, reservamos agora um espaço para que você possa deixar alguma mensagem, pensamento para todos que acompanharam esta entrevista.

Cris de Raphael: Quero deixar algumas mensagens especiais.

Para Cláudia e Sérgio Burlamaqui, idealizadores do NetBazar : que vocês cresçam a cada dia e que recebam em dobro tudo aquilo, que sei, vocês têm proporcionado a muitas e muitos artesãos brasileiros. Obrigada pela confiança e oportunidade do espaço que estão me abrindo.

Para minha família : meu marido Beto, minha filha Carol, meu filho Thiago e meu pai Mario….obrigada por tudo, pela paciência, pelo amor e apoio que venho recebendo de vocês ao longo desses anos todos. Amo vocês.

E a mais especial de todas, é a minha mensagem para VOCÊ que está agora aqui comigo : acredite sempre em seu potencial. Jamais desista de seus sonhos. Lute com garra e determinação, sem pressa, aguardando assim o dia da realização.

Trabalhar com a pintura em madeira me leva a mundos diferentes. Através dessa atividade descobri meu verdadeiro talento e com isso realizo muitas alegrias em poder criar algo diferente a cada dia.

Venha você também para esse mundo encantado.

Sucesso e bênçãos é o meu desejo a vocês.

Beijukas em cada coração……

Cris De Raphael

A Pintura Country e seus pincéis

Queridas Arteiras e Arteiros,

Hoje viemos trazer informações do que é a pintura country, de como ela começou, quais seus estilos e características.
Trouxemos também informações sobre alguns modelos de pincéis e suas funções.

O QUE É A PINTURA COUNTRY ?

É uma técnica em madeira e metal, rica em detalhes e criatividade. A técnica consiste em retratar objetos, animais, cenas, flores e tudo que lembra a vida no campo. No final do século 18 os imigrantes da Bavária e Noruega levaram para o sul dos Estados Unidos as suas pinturas com riscos, pinceladas e cores característicos. Oportunamente cada pessoa imprimiu seu próprio estilo e técnica de pintar.


Exemplo de Pintura Country pela Cris.
O estilo ganha então inúmeros adeptos e possibilita recursos como as características pinceladas esfumaçadas, chamadas de Floating (flutuação) entre outras, e assim foi nascendo a pintura Estilo Country.

A partir do século 19 a tinta a base de água veio a ser comercializada fazendo com que esse estilo venha sendo cada vez mais apreciado e praticado por pessoas de todo mundo.

A pintura country pode ser subdividida em três estilos:

Country Americano: com riscos mais estilizados e cores características.
Country Primitivo: mais próximas do real, cores mais escuras e com aparência envelhecida.
Country Clássico: bem mais próximas do real, com riscos que valorizam o volume e a perspectiva.

São características da pintura country:

* cores em tons pastéis (ou seja, cores menos intensas), às vezes com ares envelhecidos.
* uso constante da imitação de costuras e retalhos.
* sombras.
* luz seca.

Os pincéis são as principais ferramentas para esta técnica. Hoje temos a facilidade de adquirir pincéis importados com excelentes condições de pagamento. Existe também no mercado brasileiro uma infinidade de modelos apropriados para o desenvolvimento de tal trabalho.

Este tipo de pintura é bastante difundido em ateliês por todo Brasil, através de aulas e vendas de peças prontas.
É sempre divertido e prazeroso trabalhar com o country, além de ser uma forte fonte de renda.

PINCÉIS e sua UTILIZAÇÃO

CHATO : são perfeitos para pintar fundos e detalhes maiores. Também usado para pintar folhas.



Pincel Chato
CHANFRADO ou ANGULAR : Por ter a ponta inclinada, é indicado para sombrear as peças e desenhos tão característicos da pintura country. O tamanho varia de acordo com o objetivo, indicados para atingir cantos pontiagudos.



Pincel Chanfrado
REDONDO : Para pinturas de pinceladas ensaiadas . Tem tamanhos variados, e tem a finalidade de fazer uma curva mais perfeita do que a feita com o pincel quadrado. Além de outras utilidades, é mais empregado para fazer desenhos. O redondo 00, é o mais empregado para fazer pespontos curtos. Serve para finalizar detalhes.



Pincel Redondo
PATA de VACA ou DEERFOOT : É um pincel diagonal .Usado para efeitos de pêlo, de areia, de nuvens, iluminar as bochechas e grama.



Pincel Pata de Vaca
LÍNGUA de GATO ou FILBERT : Para traços retos e contínuos podendo ser largos ou finos, dependendo da posição em que for usado.



Pincel Língua de Gato
FILETE : É um pincel longo e fino. Muito utilizado para fazer traços finos: linhas retas, pesponto, insetos etc. Indicado para finalizar detalhes.



Pincel Filete
LINER : Muito parecido com o pincel filete, mas com cerdas mais longas. Usado para traços finos e longos.



Pincel Liner
LEQUE : mais utilizados para fazer “matinhos”, cabelos e copas de árvores. Muitas vezes utilizamos para dar uma textura diferente no fundo dos riscos.



Pincel Leque
TRINCHA : Pincéis chatos e largos, para pintar grandes extensões. Mais utilizados para dar fundo na peça.



Pincel Trincha
PINCEL de CERDAS DURAS : Normalmente utilizados em pátinas, quase sempre são feitos com cerdas sintéticas e o preço bem mais barato do que um de pelo macio.

LUZ SECA : é um ótimo aliado para iluminar as áreas – ele deve ser usado apenas com a tinta, nunca molhado em água. O movimento vai depender do formato do risco.



Pincel Luz Seca
MOP ou PITUÁ redondo: pincel de cerdas macias e naturais, normalmente de camelos. Corrige imperfeições.


Pincel MOP ou Pituá Redondo
MOP OVAL : mais achatado que o tradicional. Esse formato garante maior precisão nas batidas. Ideal para corrigir sombras.


Pincel MOP Oval
FUNKY POUNCER : cerdas de couro. Indicado para efeitos de textura. Pode ser usado com PVA, glaze ou gel. Facilita fazer pelos de ovelhas que é um pelo mais grosso e encaracolado.. Também utilizado para fazer moitas de grama mais grossa e pesada.


Pincel Funky Pouncer
CRESCENTE : utilizado para sombra seca e luz. Acrescenta volume a pintura.


Pincel Crescente
PINTA BOLINHAS : não é propriamente um pincel, pois não possui cerdas. Mas é uma ferramenta muito utilizada para fazer tudo em que vão bolinhas, como flores, luminosidade dos olhos, e outras decorações. Também muito usado para passar risco na peça, evitando assim que o mesmo engrosse a cada cópia.



Pinta Bolinhas
Esses são alguns pincéis que nos auxiliam em nossos trabalhos na pintura country. Em breve mostraremos outros pincéis e suas utilidades.

Espero que vocês aproveitem ao maximo as dicas aqui apresentadas e que as mesmas venham agregar mais facilidade quando vocês estiverem
“criando com o coração”.

Cris de Raphael
Apaixonada pela pintura country, Cris de Raphael iniciou suas pinturas por acaso com o apoio de uma amiga e nunca mais largou. Com grande influência da folk art americana, seus trabalhos possuem traços bem definidos e são marcados por sombreados fortes o que nos faz identificar sua autoria. Nesta entrevista, Cris nos conta um pouco de sua experiência, seu início na pintura e um pouco sobre o mercado artesanal.

Noções Básicas da Pintura Country

Olá queridas amigas arteiras, quando iniciei na pintura country, fiquei bastante perdida quanto ao que era e o que não era básico.

Sempre que leio algo que cite básico, fico pensando…será que o que é básico para mim é básico também para a minha amiga?

Pensando nisso busquei e pesquisei muito para chegar às informações que passarei agora para vocês.

Espero que eu possa ajudá-las a discernir o que básico e o que não é. A maioria das arteiras trabalha com MDF não é mesmo? Mas então…. o que é MDF?

Medium Density Fiberboard ou Painel de Fibras de Média Densidade é uma mistura de fibras de madeira com resina sintética e outros aditivos. Essa mistura é moldada em painéis lisos sob alta temperatura e pressão. Daí são feitas as nossas lindas peças em MDF.

Às vezes utilizamos também peças em madeira de balsa. E o que é Madeira de Balsa? É a madeira mais leve de uso comercial que existe. Ela é produzida pelo pau-de-balsa. Seu peso equivale a 1/3 do peso da cortiça. Essa madeira é leve porque o ar ocupa suas células quando a madeira seca.

Continuamos agora com a nossa principal ferramenta de trabalho: o pincel.

Como já vimos em outra matéria, cada pincel é projetado para uma função específica.

Essa é a razão de existirem cerdas, cabos e virolas de diferentes tipos. Portanto, os pincéis são formados de CERDAS, CABOS e VIROLAS.

PINCÉIS

Cerdas macias e resistentes são utilizadas para dar fazermos pintura chapada, para darmos fundo base nas peças em madeira. Na maioria das vezes eles são feitos de pêlo de boi.


Pincel Flexível
Pincéis flexíveis, porém firmes, com cerdas duras são excelentes para efeito riscado, pátina ou linho. São confeccionados com pêlo de porco.


Pincel macio demais.
Pincéis molengos, macios demais, são próprios para trabalhar com efeito aquarelado. Eles são confeccionados com pêlo de pônei.


Pincéis redondos ou chatos.
Existem ainda os pincéis confeccionados com pêlos sintéticos de poliéster ou nylon. Eles são mais resistentes do que os de pêlos naturais.


Pincéis sintéticos.
Muitas pessoas comentam que os pincéis sintéticos são inferiores aos de pêlos naturais e ainda porque são muito mais baratos seriam piores. Eu particularmente discordo, encontramos pincéis sintéticos excelentes dentro do que ele se propõe. Cada tipo de cerda faz o seu trabalho. Portanto se você usar a cerda adequada da forma correta obterá um excelente resultado.

Certamente bons pincéis influenciam na beleza de seu trabalho. Mas… não se iluda… se você utilizar um pincel específico da forma errada, obviamente não chegará ao efeito desejado.

CABOS

O tamanho do cabo também nos auxilia na escolha de qual pincel para determinado trabalho. Os cabos são projetados para dar conforto e leveza às nossas mãos determinando assim o equilíbrio e a estabilidade do pincel.

Eles podem ser longos, curtos ou extralongos

PINCÉIS DE CABO LONGO: indicados para pintura de longa e média distância. Usados em pintura de telas.


Pincel de cabo longo.
PINCÉIS DE CABO CURTO: são indicados para pinturas próximas aos olhos. Usados para definição de detalhes e precisão nas pinceladas. Indicados na pintura decorativa:


Pincéis de cabos curtos.
PINCÉIS DE CABO EXTRALONGO: são indicados para pintar obras grandes como painel, mural, etc.


Pincel de cabo extralongo.
VIROLA

Virola é uma peça de metal que une a ponta do pincel ao cabo do mesmo. Em geral a virola tem a forma cilíndrica. Pode ser de alumínio, latão, plástico ou aço.


Tipos de Virolas
Ferramentas Auxiliares

ROLINHO DE ESPUMA: esta ferramenta facilita muito o nosso trabalho quando pensamos em aplicar o fundo base chapado (normalmente de cor muito claro como branco, perola, marfim) antes de começar a trabalhara as cores propriamente ditas. Também nos auxilia na aplicação do verniz ao final de nosso trabalho!!!! Mas atenção!!!! Use o rolinho de espuma apenas com tintas, colas e vernizes a base de água.


Rolinho.
BOLEADOR ou PINTA BOLINHAS: existem alguns modelos de boleadores ou pinta bolinhas. Na verdade eles auxiliam muito mais do que apenas pintarem bolinhas. Você pode até passar seu risco para a peça sem danificar o seu molde que está no vegetal.


Boleador ou Pinta Bolinhas
TANQUINHO para PINCÉIS: é um suporte para lavar e apoiar os pincéis. Eu particularmente uso apenas para lavar os pincéis, uma vez que eles devem ficar enquanto não utilizados, o tempo todo deitado, inclusive até secar totalmente entre o término do uso e o guardar em pé, por exemplo, em pinceleira. Isso faz com que a sobrevida das cerdas sejam bem maiores.

Existe no mercado vários modelos de tanquinhos. Nacionais e importados. Alguns para serem usado em casa e outros que te permitem transportar carregando menor volume. A diferença de preço é pequena e o que vale é você adaptar-se ao que melhor atenda a sua necessidade.

Abaixo 2 modelos mais conhecidos o verde é o nacional e o branco o importado.


Tanquinhos importados e nacionais.
Queridas amigas arteiras, espero ter esclarecido algo sobre básico. Dúvidas ? Entre em contato comigo através do email criandocomocoracao@netbazar.com.br. Terei o maior prazer em ajudar você. A todas…..Jamais deixe de sonhar. Não esmoreça. Busque, sempre a sua realização…..e crie com o coração !!!!!
• Saturação – É a propriedade de quão intensa pode ser uma cor.

• Secante de Cobalto – Líquido que adicionado á tinta á óleo, possibilita que a mesma seque mais rapidamente. A cor violeta desse acelerador não altera a cor da tinta.

• Selar – Impermeabilização de uma peça de madeira, gesso ou cerâmica, que sela (fecha) os poros, impedindo que a tinta penetre na mesma. Fase imprescindível, pois evita que a peça se danifique (por exemplo, o empenamento da madeira) e economiza demãos de tinta.

• Solvente – Líquido para diluição e limpeza. Existem dois tipos de solventes, sendo que um deles é inodoro.

• Sombrear – Criar áreas de sombra em uma pintura.

• Técnicas de Pintura – É como são chamadas as várias formas das quais se pode fazer uso para atingir um objetivo na pintura.

• Tempo Aberto – É o espaço de tempo ates que a pintura comece a secar.

• Termolina Leitosa – É um verniz acrílico de múltiplos e surpreendentes usos. Como adesivo em trabalhos de decoupagé, como impermeabilizante para tecidos (impermeabiliza e possibilita que se corte sem desfiar), como verniz sem brilho em qualquer superfície.

• Terebintina – Veja essência de terebintina.

• Texturas – São técnicas através das quais pode se obter relevos de aspectos rústicos em várias superfícies (madeira, parede, cerâmica, gesso, etc.), com o auxilio de massas especiais e/ou materiais diversos, como areia, fibras naturais, etc.

• Thiner – Solvente utilizado para limpar pincéis e utensílios dos resíduos de tinta.

• Tinta Magra – É uma tinta mais aguada ou diluída.

Tipos de Tinta:
- Acrílica (em pasta ou líquida)
- Á Óleo
- Aquarela (em tabletes, em pasta ou líquida)
- Craquelê
- Gouache
- Plástica
- Puff
- PVA
- Tinta para Cerâmica (em pó)
- Tinta para Porcelana (em pó)
- Tinta para Vidro (em pó)
- Vitral
- Vitrocerâmica (H2O)

• Tole Paint – Hoje designa a Pintura Decorativa de uma forma geral, mas a palavra “tole” tem sua origem no vocábulo em francês “toile”, que quer dizer “lata”. Então, a tradução literal seria “Pintura em Lata”.

• Tons ou Tonalidades – São as nuances de uma mesma cor.

• Transferir o Risco – Transferir um determinado desenho ou motivo para a superfície a ser pintada. Pode-se fazer uso de papel carbono (o usado em computadores é o indicado) ou papel com grafite.

• Transparência – (Scumbling) É o processo de aplicar uma demão de tinta magra sobre uma área pintada, que produz um efeito de transparência, pois permite que se veja a cor da pintura anterior. Com essa técnica podemos pintar criando ilusão de vidro (copos, taças, potes, garrafas, vidraças, tecidos transparentes, etc.), ou dar um aspecto envelhecido a um trabalho.

• Veladura – Demão.

• Verniz – É um líquido geralmente viscoso, que ao secar forma um filme transparente, protegendo a superfície na qual foi aplicado. Pode ser fosco, acetinado, de semi-brilho, brilhante ou com alto brilho. Pode ser tingido com adição de anilinas especiais ou ser adquirido já tonalizado. Existem vernizes que possibilitam exposição ao sol ou á umidade, e a escolha deve levar em conta o uso e o local onde a peça envernizada vai ficar.

Os vernizes podem ser em spray ou para serem aplicados com pincel ou com aerógrafo.
Verniz Craquelê -
Verniz Cristal Legítimo -
Verniz Fosco -
Verniz Geral -
Verniz Mordente -

• Zostovo – Estilo de pintura de origem Russa, que leva o nome de uma aldeia próxima a Moscou. Os motivos escolhidos são principalmente flores dispostas em buquês ou guirlandas, pintadas de forma quase realista sobre fundos pretos, mas também paisagens e personagens e cenas dos contos de fadas russos. São pinturas

Como organizar seu espaço de trabalho


O prazer de pintar depende da organização dos seus materiais e do seu espaço de trabalho. Não é absolutamente necessário que se tenha um grande espaço, se você observar certos cuidados. Se você desenvolve diversas técnicas e faz uso de diferentes tipos de tinta, coloque-as em caixas separadas (de sapato, tuperware ou outras mais apropriadas), colocando etiquetas que indiquem o seu conteúdo. Disponha as tintas na ordem da tabela de cores, assim, com o habito, você as encontrará com facilidade, quando estiver pintando. Você também pode colocar pequenas etiquetas com o nome e com um pingo da cor nas tampas das tintas ou posicioná-las de cabeça para baixo, para melhor visualizar.

Coloque seus pincéis em estojos que protejam as cerdas ou pelos e disponha-os de acordo com o tipo e classificação dos mesmos ou se você dispõe de um espaço grande, também pode mantê-los em potes (veja tópico sobre conservação e limpeza dos pincéis). Quando estiver pintando, coloque sobre a sua mesa de trabalho somente os pincéis que for usar, em potes de vidro ou metal, com as cerdas para cima.

Guarde seus riscos em classificadores (pastas com várias divisões) ou em várias pastas comuns, separados por seu uso (para bauernmalerei, para pintura country, para pintura em tecido, etc.) e/ou pela classificação do motivo (flores, frutas, paisagens, bichinhos, etc.). Também é interessante manter um registro dos trabalhos que você executar, anotando as cores utilizadas e as técnicas. Em cada risco coloque uma numeração, identificando-os para que quando precisar consultar suas anotações, possa encontrar rapidamente o desenho em questão. Faça o mesmo com seus moldes e estênceis. Você pode registrar ainda as idéias para projetos futuros, combinações de cores, dicas e tudo que achar importante (até mesmo as sensações e pensamentos que tiver enquanto trabalha).

Conserve seus moldes e estênceis sempre limpos, nas embalagens originais, em pastas ou caixas. Esponjas, lixas, lápis, papéis, canetas e réguas também merecem um condicionamento especial para que possam estar sempre à mão (em potes, em caixas ou gavetas).

Mantenha sua mesa de trabalho sempre limpa e organizada para evitar acidentes e tornar o trabalho mais agradável. Use uma cadeira confortável, com altura adequada á mesa. Se puder, adquira uma mesa auxiliar, que é um pequeno móvel com nichos e gavetas, geralmente com rodinhas, e serve para acondicionar os materiais artísticos de forma pratica e funcional.

A iluminação do seu local de trabalho deve ser observada de forma a não cansar seus olhos e não distorcer as cores. Lâmpadas de luz fria são as ideais, mas devem estar acima da mesa e não no centro do cômodo, como é mais comum. Procure também, manter o lugar arejado e limpo.

Tudo isso pode ser conseguido mesmo que você pinte na mesa da sua cozinha, bastando para isso que você se preocupe e procure adequar a disposição dos móveis às suas necessidades.

Em tempo: Se você quer se aprimorar, pinte com regularidade e disciplina, pois a prática é essencial. Não seja muito crítico consigo mesmo, mas também não se conforme com os seus erros. Busque sempre o progresso da sua arte, adquirindo conhecimento e informação. Você pode, mesmo sozinho, através de erros e acertos, desenvolver belos trabalhos, mas contar com a ajuda de uma pessoa especializada corta caminhos.

Se você gosta e tem vontade de fazer algo, isso já é 50%, o “dom” já está lá. Os outros 50% são o conhecimento da técnica e a prática.

Pincéis – Utilização e Cuidados

Se os pincéis são sua ferramenta, também são a chave para o seu sucesso, por isso, compre os melhores que puder. Mesmo porque, se você observar certos cuidados, seus pincéis vão durar muito tempo. Para cada técnica, para cada tinta, para cada superfície a ser pintada, existe um pincel mais indicado. As empresas fabricantes possuem catálogos que contém todas essas informações. Nós aqui vamos falar somente sobre os tipos de pincéis quanto ao efeito que ele produz e sobre sua conservação.

- Tipos de pincéis:
- Chatos – Geralmente são usados para pintar áreas maiores (relativamente ao tamanho do pincel). Também pode ser usado para pinceladas de flutuação e para pintar folhas nas técnicas de pinceladas praticadas.
- Chanfrados ou Angular – Indicados para o Floating e para atingir áreas diminutas como cantos pontiagudos.
- Redondos – Para pinturas de pinceladas ensaiadas como Bauernmalerei e outras.
- Redondo Angular (Deer Foot) – O chamado “Pata de Vaca”, para efeitos de pêlo, de areia, de nuvens, etc.
-Filbert ou Língua de Gato – Para traços retos e contínuos (largos ou finos, dependendo da posição em que for usado)
- Filete – Para traços finos
- Liner – Como o filete, mas com as cerdas mais longas.
- Leque (Fan) – Usado para fazer “matinho”, cabelos, copas de árvores, etc.
- Mousse – para efeitos especiais (muito usado em pintura em seda)
- Trincha – Pincéis chatos e largos, para pintar grandes extensões, aplicar goma-laca, fundo ou verniz.

- Conservação e Limpeza:
Mantenha seus pincéis sempre bem acondicionados, protegendo as cerdas para que não “amassem”. Se você usa diferentes tintas, tenha para cada uma um jogo de pinceis, pois os resíduos que permanecem entre as cerdas, mesmo depois de limpos, podem danificar seu trabalho. Também convém separar os pincéis usados para aplicar vernizes ou outros produtos auxiliares. Limpe-os no diluente apropriado à tinta ou verniz que estiver usando.
Quando estiver pintando, não deixe seus pincéis por muito tempo na água. Habitue-se a enxaguar e secar sempre que trocar de pincel e nunca os deixe secar com tinta nas cerdas.
Lave-os com detergente neutro ou xampu sempre que julgar necessário, “penteando” as cerdas com as unhas ou com uma escova de dente. Se quiser, deixe de molho por no máximo 30 minutos. Coloque um pouco de condicionador (esse que você usa nos cabelos) em um frasco e, quando lavar seus pincéis ou quando parar de trabalhar, coloque um pouco na palma da mão e massageie com os pincéis, arrumando as cerdas para que fiquem todas juntas (do mesmo jeito que eles vêm, quando você os compra). Dessa forma você os terá como novos por muito mais tempo.

Dicas de conservação das tintas

Siga as instruções de uso geralmente impressas nos rótulos. Mantenha os frascos fechados, mesmo quando em uso. Procure deixar as tampas e o bocal dos frascos ou tubos sempre limpos. Se você tem o hábito de usar tintas líquidas diretamente das tampas, experimente usar tampinhas extras (de refrigerantes). Guarde alguns frascos vazios e lavados para eventuais misturas de cores. Se a tinta usada for à base de água, quando precisar diluir, use água filtrada.
Restos de tinta á óleo, podem ser guardados na geladeira, mas convém que sejam muito bem embalados com papel alumínio e/ou filme plástico.
• Pintura em Madeira – A madeira é talvez o material mais versátil, pois são inúmeros os estilos e as técnicas de pintura que podem ser aplicados em um móvel ou em uma peça de madeira, assim como os tipos de tintas que podem ser utilizadas.
- Algumas técnicas:
- Foating (Flutuação)
- Spattering
- Dupla Garga ou Carga Cheia
- Faux Finish
- Stencil
- Craquelê
- Pátinas
- Pintura com relevo
- Pintura com aerógrafo

- Alguns estilos:
- Pintura Country Americana
- Pintura Country Primitiva
- Pintura Country Clássica
- Hindeloopen
- Trompe l’oeil
- Bauenmalerei
- Rosemaling
- One Stroke (que pode ao mesmo tempo ser considerado como estilo e como técnica)

• Pintura em Faiança – Vide Pintura em Cerâmica

Pintura em Gesso – Material extremamente poroso, o gesso deve ser impermeabilizado antes de se iniciar a pintura, que pode ser feita com diversos tipos de tinta. Alguns exemplos de pintura em gesso:

• Pintura em Porcelana – A porcelana também é um tipo de cerâmica, branca e refratária que possui uma composição diferente da tradicional. A pintura da porcelana, da mesma forma que a da cerâmica, também pode ser feita usando-se diferentes técnicas e estilos. - Pintura a frio
- Pintura com queima em forno caseiro
- Pintura com queima em forno de alta temperatura

• Pintura em Tecido – A pintura em tecido tornou-se bastante popular no Brasil, talvez por ser um material de fácil acesso e de baixo custo No entanto, a maioria dos artistas que a praticam e que têm algum conhecimento de outras técnicas, reconhece ser essa uma das técnicas mais difíceis de dominar, pois são muitos os tipos de tecido, e para cada um, a forma de se pintar é diferente. Existem várias técnicas e estilos de pintura.
-Alguns exemplos de técnicas:
- Pintura com molde vasado
- Pintura com estêncil
- Pintura com tinta Puff
- Exemplos de estilos:
- Pintura no estilo da pintura em porcelana (que produziu neologismo “Porcelanizado”)
-Pintura no estilo Country
- Pintura Aquartelada
- Pintura Expressionista
- Exemplos de pintura em diferentes tipos de tecidos:
- Pintura em organdi
- Pintura em tecido poroso (sacaria)
- Pintura em tecido emborrachado
- Pintura em seda (que pode ser feita em várias técnicas diferentes)

• Pinturas em Vidro – Existem muitas técnicas e também diferentes tintas que podem ser usadas no vidro. Ele pode ou não ser jateado (o vidro exposto a um jato de areia torna-se opaco e poroso) e, dependendo da tinta utilizada, pode necessitar de queima em fornos especiais.

• Pintura Country – (Folk-Art) Estilo de pintura que retrata objetos, animais, frutas, flores e tudo que lembra a vida no campo. Tem cores características e muitas vezes ares envelhecidos. Pode ser dividido em três estilos diferentes: Americano, Primitivo e Clássico.

• Pintura Realista – Estilo de pintura onde o artista reproduz o mais fielmente possível o motivo escolhido (flores, frutas, objetos, cenas, paisagens, etc.).

• Pirógrafo – Ferramenta elétrica que possui um pequeno bastão ao qual são acopladas pontas de metal cambiáveis e em diferentes formatos. Essas pontas se aquecem e pressionadas á superfícies de madeira, queimando-a e produzindo sulcos e desenhos.

• Policromático – É um trabalho desenvolvido com várias cores. A utilização de cores contrastantes resultará em um trabalho vibrante e alegre. Para um projeto que transmita paz e aconchego, deve-se trabalhar com cores harmônicas e tons pastéis.

Pouncé – (diz-se poncê) – (Stippling) - Depois de pintar uma área, bater com um pincel seco sobre a área pintada e ainda molhada, para criar uma textura ou efeito de folhagem, nuvens, areia, etc.

• Preenchimento – (Blocking in) – È o preenchimento dos espaços no risco, com as cores indicadas. Permite uma pintura básica, sem efeitos de sombra e luz.

• Primeira Veladura – Primeira demão de tinta.

• Produtos Auxiliares – Vernizes, diluentes, médiuns, seladores e todo tipo de produto dos quais se faz uso para auxiliar a pintura.>

• Queima – É o ato de levar uma peça ao forno para cozinhar (cerâmicas) ou para a fixação da tinta.

• Respingado – (Spattering) É o processo de espirrar uma tinta magra sobre uma superfície, com o auxilio de uma escova velha de dentes ou outra ferramenta.

• Retardador – Produto utilizado para retardar a secagem de uma tinta.

• Risco – Motivo ou desenho.

• Riscar – Desenhar um determinado motivo sobre uma superfície com o objetivo de pintá-lo. Existem lápis especiais para diversas superfícies.

• Rosemaling – (Folk-Art) (Rose = rosa, maling = pintando) Estilo de pintura Norueguesa com cores e características específicas. Muito rico e vigoroso, pintado geralmente em cores fortes sobre fundos escuros e subdividido em vários estilos, como o Telemark, o Rosendal, o Oz o Valdres e o Hallingdal. A pintura é feita com pinceladas ensaiadas, sendo que alguns artistas usam pincéis redondos e outros preferem usar pincéis Filbert, com carga dupla.
Flutuação Iluminada – (Highlights) Flutuação com uma cor clara que cria efeitos de luz.

Flutuação Reversa – (Reverse Float) Fazer a flutuação nos dois lados de um desenho (interna e externamente).

Flutuação Sombreada – (Shading ou Blending) Flutuação com uma cor escura que proporciona efeitos de sombreado, muito utilizada nas bordas dos trabalhos para envelhecimento.

• Folk-Art – Arte folclórica. Todo estilo de pintura característica, que tem sua origem em uma determinada região ou país.

• Gesso Acrílico - É uma pasta usada para obtenção de relevo em peças de madeira, gesso ou cerâmica, mas também serve como preparação para telas destinadas á pintura acrílica ou á óleo.

• Godê – Bandeja com depressões e cavidades usada para preparar tintas. Pode ser feita de vidro, de cerâmica ou de plástico.

• Goma Laca Incolor – Veja Goma Laca Indiana

• Goma Laca Indiana – É uma resina extraída de uma frondosa arvore indiana e que ali foi depositada por um inseto, o cocus laca. Pode ser encontrada em torrões escuros ou em lascas (de coloração âmbar), ou na forma líquida, diluída em álcool. Tem várias utilizações: como seladora, como impermeabilizante ou como verniz. A goma laca já preparada pode ser incolor, amarela ou avermelhada. Diluente – Álcool.

• Gouache – Em francês, é o nome técnico dado ás aquarelas opacas.

• Hindeloopen – (Folk-Art) - Estilo de pintura de origem Holandesa, praticada desde o século 17 essencialmente por homens, que ensinam a técnica aos seus filhos, mas não ás filhas mulheres. Com pinceladas ensaiadas, é uma pintura rica e delicada, que retrata flores, pássaros, frutos e figuras humanas, arabescos e volutas. Esteve esquecido desde o século 18 e só reapareceu no final do século 19.

• Iluminar – Criar áreas de luz em uma pintura.

• Jateado – Peça de vidro ou metal que recebe jatos de areia e se tornam foscas e porosas.
Laminado – Revestimento com laminas de madeira, geralmente feito em móveis.

• Lixas – São usadas principalmente em madeira para tirar imperfeições e farpas, tornando-a mais lisa. As mais comuns são encontradas em folhas com numeração (ou grana) que indica o poder de abrasão. As de menor numeração são mais grossas e geralmente usadas no inicio do trabalho, tanto para desgastar quanto para retirar camadas velhas de tinta ou verniz. As de numeração maior, são mais finas e indicadas para realização de pátinas ou acabamentos final. Existem ainda categorias diferenciadas quanto ao uso: lixas para madeira, lixa para ferro, lixa para argamassa ou massa para textura e lixa d’água (usada com água, querosene ou outros solventes líquidos, que vão lavando as impurezas retiradas pela lixa).

• Marinhas – (Landscape) Pintura que retrata cenas marinhas.

• Marmorizado – Técnica de pintura que imita mármore. (vide “Falso Acabamento”)

• Massagear – (Blending) É o processo de misturar duas cores de tinta com o pincel, diretamente na superfície do trabalho. Também pode ser o ato de “passear” o pincel na paleta, massageando uma tinta para fazer com que ela penetre nas cerdas do mesmo.

• Massas para Textura – São massas próprias para execução de texturas em diferentes superfícies, como madeira, cerâmica, telas, etc. (Massa de modelar, massa acrílica, massa corrida, etc.)

• Matiz – Variante de uma cor mesclada com outra.(veja Círculo Cromático)

• Medium – Produtos ou mistura de diferentes produtos que são usados para diluir a tinta.

• Medium Acrílico – Diluente utilizado para retardar a secagem da tinta acrílica.

• MDF - Medium Density Fibreboard – Fibras de madeira resinadas e prensadas em formato de pranchas que apresentam densidade média. São encontradas em grandes placas em espessurasque variam de 3 a 12mm e são ideais para confecção de caixas, pequenos móveis e para recortes.

• Molhado no Molhado – Técnica de pintura que consiste em aplicar uma camada de tinta sobre outra ainda molhada, misturando as cores na superfície do trabalho, de forma a se conseguir novos matizes ou nuances.

• Monocromático – É um trabalho feito com vários tons de uma só cor. O resultado é sempre um trabalho que transmite calma.

• Motivo ou Desenho – Risco que transferido á base (madeira, tecido, vidro, metal, etc) será preenchido com tinta. Geralmente se transfere com papel carbono ou grafitando-se o verso do papel (manteiga ou vegetal fino).

• Natureza Morta – (Still Life) – Pintura que retrata qualquer componente da natureza, desde que fora dela, ou seja, em montagens que podem ou não incluir objetos como vasos, baldes, cestos, etc.

• Óleo de Linhaça – Óleo vegetal, extraído da semente do linho, usado na fabricação de tintas. O óleo de linhaça é que proporciona o brilho, a durabilidade e poder de secagem as tintas. Quando misturado ás tintas prontas, confere maior transparência á mesma.

• One-Stroke – (Uma pincelada) Técnica de pintura criada pela artista americana Donna Dewberry, onde flores e frutas são pintadas com poucas pinceladas. Geralmente o pincel recebe carga dupla (uma cor em cada lado).

• Paleta – Placa (geralmente de madeira) onde são colocadas as tintas. Pode designar também, a lista de cores de tinta utilizadas em um trabalho.

• Papel de Parede – (“Background”) Pintura de motivos pequenos e repetidos que servem para decorar parte ou toda extensão de um trabalho, geralmente o fundo, ou à parte de traz da figura principal. Também se incluem nessa categoria os xadrezes e as imitações de tecidos em geral.

• Paisagens – Pintura que retrata paisagens ou cenas do campo.

• Pátina – Originalmente, somente tinha esse nome, a película de coloração esverdeada que aparece no bronze ou no cobre devido á oxidação pela ação do tempo. Com o passar do tempo, os sinais de envelhecimento das pedras como mármore e granito também receberam esse nome. Mais recentemente, aquele aspecto acetinado que um móvel adquire com o desgaste natural ou pela exposição á luz, foram igualmente denominados “pátina”. No Brasil, convencionou-se chamar de pátinas, as várias técnicas de pintura que conferem uma aparência envelhecida ao móvel ou peça onde são aplicadas.
Cada técnica produz um efeito diferente: clássico, rústico, romântico, etc. Exemplos: Pátina Tradicional ou Pátina Lixada; Pátina Lavada ou Satiné; Pátina Provençal ou Estonado; Pátina com Parafina ou Batik; Decapê (DKP); Pátina Acetinada; Pátina Fingida; etc. Apesar de encobrir pequenas imperfeições, patinas não são consideradas como restauração, pois mudam as características originais da peça trabalhada.

• Pigmento – É como são chamados os materiais que dão cor ás tintas.

Pinceladas Ensaiadas – (Strokework) São pinceladas usadas em certos estilos de pintura, que requerem prática constante, até que se obtenha total controle do mesmo. Exemplos: Pincelada em “C”, em “S”, em “Vírgula”, etc. São muito utilizadas em estilos de pintura como o Bauernmalerei, o Rosemaling, o Hindeloopen e o One stroke.
• Pincéis - Esse é um capítulo bastante extenso, do qual trataremos mais a fundo em breve.

• Pintura Decorativa – (Decorative Paint ou Tole Paint) Toda e qualquer técnica ou estilo de pintura aplicados em móveis ou peças de madeira, metal, cerâmica, vidro, tecido, etc. O nome “Tole Paint”, vem de uma antiga pintura feita em peças de metal, mas atualmente assim estão sendo chamadas as várias técnicas de pintura descritas acima.

• Pinturas em Cerâmica – Existem vários tipos de cerâmica: o Biscoito, que é a cerâmica na sua primeira queima, a Cerâmica Esmaltada, que é o biscoito com aplicação de esmalte e queimado pela segunda vez e a Faiança, que é uma cerâmica branca, porosa e frágil. Para cada tipo de cerâmica existem técnicas e estilos diferentes de pintura. Existem ainda diversos tipos de tinta: as que não necessitam queima, como as tintas acrílicas, a base de água; as que são queimadas em fornos caseiros; e as que precisam de fornos especiais que alcançam altas temperaturas. Pode-se ainda, pintar a cerâmica como faziam os povos primitivos e os indígenas, usando pigmentos naturais que são aplicados na peça ainda crua (como na Cerâmica Marajoara).

- Alguns exemplos de pintura:
- Pintura a frio
- Baixo esmalte
- Corda Seca
- Cerâmica Marajoara
- Faiança
• Cobertura – Propriedade que uma tinta tem de cobrir a camada anterior. Tintas com boa cobertura necessitarão de menor número de demãos. Também está relacionada à opacidade da tinta.

• Corantes – Como o nome já diz, servem para dar cor á tintas e vernizes. Podem ser líquidos ou em pó. (Ver Pigmentos)

• Country Americano – Estilo de pintura que tem despertado um crescente interesse em povos de quase todo o mundo e é variadíssimo no que diz respeito ás técnicas usadas, as superfícies e objetos que podem ser com ele decorados e ás tintas e pincéis que podem ser usados. Além disso, o estilo country retrata desde cenas campestres a flores, frutas, objetos, animais e figuras humanas e pode ser dividido em três estilos diferenciados: Country, Country Primitivo e Country Clássico, além de ter outras subdivisões nomeadas pelo que retratam como Still Life (natureza morta), Landscape (paisagens marinhas), Cottage (paisagens com casas), etc.

• Craquelê – Recebem esse nome as técnicas que produzem efeitos de rachaduras na superfície de um trabalho. Existem duas técnicas diferentes de craquelar: uma com verniz, com aspecto de rachaduras evidenciadas por pátinas douradas ou escuras e aquela com aspecto de casca de ovo, obtida com tintas apropriadas.

• Decoupagé – (leia-se “decupage”) Técnica francesa que consiste basicamente em colar recortes de papel ou tecido em uma superfície. Depois da colagem, se pode complementar com pintura, para evidenciar detalhes e enriquecer o trabalho.

• Demão – Cada aplicação (camada) de tinta ou verniz. Veladura.

• Desgastar – (Distressing) Produzir sinais de desgaste a um trabalho com o uso de lixas ou outras ferramentas, para dar uma falsa impressão de muito uso.

• Diluentes – Solventes líquidos usados para diluir tintas e vernizes e que também são usados na limpeza dos pincéis (água, aguarrás, thinner, terebintina, álcool, etc.).

• Diluição – Tornar a tinta mais líquida, usando o diluente (produto) adequado á cada tipo. Os rótulos trazem essa informação. Ex: aguarraz ou essência de terebintina para tintas á óleo; Thinner para tinta esmalte; água para tintas acrílicas, aquarelas, guaches, látex, tinta para tecido, etc.

• Envelhecimento – São técnicas que produzem efeitos de envelhecimento ou de muito uso em um trabalho.

• Envernizar – Aplicar verniz (com pincel, rolo ou pulverização).

• Escovas – De aço, para escovar a madeira de forma a obter sulcos e relevos na mesma. Escova velha (dental), para “espirrar” a tinta e conseguir aspecto rústico e envelhecido em um trabalho.

• Esfumado – A mistura duas cores diretamente na superfície do trabalho, esfregando um pincel largo, macio e limpo, na área de encontro dessas cores, em movimentos de vai e vem, levando e trazendo as diferentes cores de tinta, para produzir um efeito esfumaçado.

• Esponja de Aço – Esponja feita com fios de aço, usadas para lixar ou lustrar uma peça (bom-bril ou outras mais grossas).

• Esponjado – Técnica de pintura que consiste em “bater” com uma esponja carregada com uma cor de tinta diferente, sobre outra já seca e que confere um aspecto envelhecido ao trabalho.

• Esponjas – Podem ser vegetal, marinha ou aquelas de uso doméstico. A textura da esponja determina o efeito final.

• Espátulas – Ferramentas em diversos formatos (de facas ou de pás) confeccionadas em metal ou em plástico, que são usadas para aplicar tintas ou massas.

• Espatulado – Trabalho feito com espátula.

• Essência de Terebintina – Solvente de origem vegetal, obtido a partir da destilação de resinas de pinus. É o solvente tradicional das tintas á óleo.

• Estêncil – São modelos feitos em acetato ou plástico com formas ou desenhos vasados e podem ser usados para aplicar tinta ou massa.

• Estilo de Pintura – É a classificação de uma pintura segundo o seu aspecto final. Cada estilo de pintura obedece a um determinado modo de se pintar, com técnicas, pincéis, substrato (material sobre o qual se pinta), riscos (desenhos) específicos e muitas vezes, também com cores características.
Os estilos de pintura são originários de determinados países, províncias ou regiões, e alguns são centenários e praticados por artistas decorativos de todo o mundo. Alguns povos migraram para outras partes do mundo e trouxeram suas técnicas, influenciando uma nova geração de artistas e criando novos estilos, como é o caso do “Pennsylvania Holandês”, que como o nome já diz, foi primeiramente pintado na Pensilvânia, embora trazido por alemães e não por holandeses como se poderia supor.

• Estuco – Técnica italiana de se obter texturas, com auxilio de massas coloridas ou não (gesso acrílico, massa de modelar, massa corrida ou outras).

• Falso Acabamento – (Faux Finish) Nome dado ás pinturas que imitam materiais presentes na natureza (mármores, granito, madeiras, etc). Exemplos:

Flutuação – (Floating) Técnica que cria efeito de sombra ou de luz. Utiliza-se um pincel chato ou angular, carregado com a tinta só na ponta, para produzir uma pincelada esfumaçada, ou seja, de cor intensa que se desvanece para nenhuma. O nome da técnica deriva da idéia que já que se trabalha com um pincel “embebido” em água, as partículas de cor (pigmento) “flutuam” na água e vão ficando depositadas na superfície que se está pintando.
• Acabamento: É a ultima camada de tinta, verniz ou cera aplicada em um trabalho

• Adesão – Propriedade de uma tinta, massa ou verniz de se fixar á base onde são aplicados.

• Aguada – Uma camada de pintura feita com a tinta diluída, que matiza a pintura anterior, sem mudar ou esconder sua cor.

• Aguarrás – Solvente geralmente utilizado na lavagem dos pincéis. Também pode ser usada para diluir uma tinta na execução de determinadas técnicas.

• Alastramento – Propriedade de se alastrar de uma tinta ou verniz, sem formar acúmulos (marcas deixadas pelo pincel). Geralmente se pode corrigir a capacidade de alastramento de uma tinta ou verniz, tornando-os mais líquidos com adição do diluente apropriado.

• Aquarela – Tinta á base de água, que pode ser encontrada na forma líquida, pronta para o uso, ou em forma de tabletes. Também é o nome da técnica e do trabalho desenvolvidos com essa tinta.

• Aquarelada – É como chamamos as pinturas feitas em tons suaves.

• Base – (Base Coat) É a demão que prepara e deixa uniforme a superfície a ser trabalhada. Geralmente se usa a base para artesanato (mais indicada, pois foi especialmente formulada para esse fim), ou tinta branca.

• Bauernmalerei – (Folk-Art) (Bauer = fazenda, malerei = pintura) O Bauenmalerei teve sua origem entre os Alpes bávaro e austríaco e o Apenzell suíço e é freqüentemente chamado de Pintura Alemã ou Pintura Bávara. Conhecido mundialmente, o Bauernmalerei é dividido em vários estilos, como o Tolzr, o Rossler, o Wismut e o Franconian, distinguidos uns dos outros por características como traços, cores e riscos específicos.A pintura é feita com cores alegres e retratando principalmente flores, mas também frutas, pássaros, paisagens e figuras humanas, usando-se pinceladas ensaiadas (C, S e vírgulas), feitas com pincéis redondos e cargas duplas ou carga cheia (Vide Carga Dupla e Carga Cheia).

• Betume – Líquido escuro e viscoso derivado do petróleo que é utilizado para técnicas de envelhecimento. Pode ser aplicado diluído, com o auxilio de uma “boneca” ou ser misturado á cera. Diluente – Aguarrás.

• Boneca – É uma pequena bola de tecido de algodão usada para aplicar uma demão de cera, de betume, de tinta etc.

• Camada – Cada demão de tinta, verniz, cera ou massa.

• Canalboat – Também conhecido como “Pintura de Barcaças” ou “Van Dyking”, é o mais famoso estilo de pintura decorativa inglesa e foi criado para decorar os barcos que navegavam pelos canais fluviais desde o século 18, daí o nome (barco de canal).

• Carga Dupla – Colocar duas cores de tinta, uma em cada ponta das cerdas de um pincel (chato ou angular). A carga dupla é muito usada na técnica “One Stroke”.

• Carregar – Colocar muita tinta no pincel.

• asario – Pintura que retrata paisagens com casarios e igrejas.

• Ceras – Usadas para proteger a superfície pintada ou não da madeira, quando não se quer envernizar. Podem ser usadas as ceras caseiras, ceras pra carros ou cera de carnaúba, desde que sejam de boa qualidade (em pasta e incolor). Confere aa peça um brilho acetinado.

• Círculo Cromático – É muito importante conhecer as cores e seu comportamento no tocante ás misturas e combinações. Conhecendo o círculo cromático, o artista consegue que um trabalho transmita exatamente as sensações que pretende, ou seja, de alegria, de tranqüilidade, de vibração, de aconchego, etc.

Cores Primárias - O espetro solar tem três cores chamadas Primárias (ou puras): o amarelo, o vermelho e o azul. São assim chamadas porque não se pode consegui-las com misturas de outras cores. Essas três cores misturadas entre si, com branco ou com preto, constituem a base de todas as outras cores.

Cores Secundárias –São as cores obtidas com a mistura das cores primárias. Amarelo + Azul = Verde Azul + Vermelho = Violeta Vermelho + Amarelo = Laranja

Cores Intermediárias – São as cores provenientes da mistura das cores primárias com as secundárias. Exemplos:

Azul + Verde = Azul Esverdeado
Vermelho + Laranja = Vermelho Alaranjado
Amarelo + Verde = Amarelo Esverdeado
Violeta + Azul = Violeta Azulado

Cores Contrastantes – As cores com grau máximo de contraste estão dispostas no exato oposto do círculo. Por exemplo: Verde e Vermelho, Amarelo e Violeta, Azul e Alaranjado, etc.

Cores Harmônicas – As cores que se harmonizam entre si estão situadas lado a lado no círculo e são compostas da mesma base. Exemplo: Verde Azulado, Verde e Verde Amarelado; Laranja, Vermelho e Vermelho Alaranjado, etc.

Cores Quentes – São as cores que transmitem sensação de calor e vão do Amarelo ao Vermelho.

Cores Frias – São as cores que transmitem sensação de frio e vão do Azul ao Verde Amarelado.

Cores Intensas – A intensidade de uma cor está relacionada ao aspecto brilhante. É quando a cor se apresenta forte e saturada.

Cores em Tons Pastel – Todas as cores com adição do Branco adquirem tons pastel, ou seja, tornam-se menos intensas.

Cores Escuras ou Apagadas – A adição de Preto ou Cinza tornam as cores em cores escuras ou apagadas.

Cores Neutras – São cores com cargas neutras, ou seja, que pouco refletem a luz. Estão compreendidas entre o Branco e o Marrom, passando pelo Creme, Bege, Bege Queimado, etc. Também são neutros os tons mais claros de cinza e as cores adicionadas a ele (ex: amarelos verdes ou azuis acinzentados).

Branco – Na verdade o branco não é uma cor, mas a ausência total dela. É a luz pura.
Preto – Também como o branco, o preto não é uma cor, mas a ausência total de luz.

Valor Tonal - O valor tonal de uma cor pode ser estabelecido de acordo com a sua intensidade, do claro ao escuro. A adição do branco torna uma cor mais clara e a adição do preto, torna a cor mais escura, sem interferir no seu aspecto.
Podemos então dizer, que a cor pura é a mais intensa e seu valor tonal pode variar para o claro ou para o escuro.

Mistura ou adição de matizes - Quando adicionamos, por exemplo, o amarelo a uma cor verde não a estaremos clareando, mas na verdade criando uma outra cor. Da mesma forma, se ao mesmo verde acrescentarmos azul ou ocre, estaremos criando um outro matiz. Portanto, ao misturar as tintas com o objetivo de criar determinada cor, observe atentamente e tente “ver” as cores da qual a cor desejada é composta.

Glossário de Pintura Decorativa

A História do Tole Painting

Tole é uma palavra francesa (pronuncia correta "Tol"), que quer dizer "lata", ou objetos feitos de metal frequentemente esmaltados ou galvanizados, mas que também pode significar tábua ou objetos como bandejas ou placas.

Nos meados do século 18, as escolas de arte do Reino Unido começaram a ensinar técnicas que empregavam pinceis redondos e carga dupla ou tripla em desenhos que retratavam flores e pássaros, inspirados na pintura oriental. Esses artistas foram então contratados para pintar móveis e objetos de decoração Chippendale e Sheraton, que eram muito apreciados naquela época. Bandejas de chá, que também recebem o nome de “Tole”, eram muito procuradas e daí então se passou a denominar “Tolers” aos pintores, numa forma mais coloquial.

Ainda nos anos de 1700, os europeus que imigraram para os EUA, trouxeram consigo suas tradições e os mascates levavam esses objetos a todo canto, para comercializá-los, difudindo sua arte por todo o país e influenciaram os "Tolers" modernos. Hoje em dia, Tole Painting é um termo que abrange todo tipo de pintura e é sinônimo de "Pintura Decorativa", ou seja: “Pintura Decorativa é toda manifestação artística popular, aplicada aos mais diversos tipos de materiais (substratos), como objetos de madeira, de metal, de vidro, de tecido, etc, mas também à peças de mobília, portas, janelas, paredes, e até barcos”. A Pintura Decorativa contemporânea emprega pincéis chatos, angulares, filberts, desfiados e outros (não mais somente os redondos), e os artistas puderam incrementar seu estilo de pintura ou criar novos, como o Country Americano e novas técnicas, como os “foating”, etc.

São pinturas feitas por pessoas comuns, amadoras, autodidatas ou não, que não necessariamente possuem preparação específica ou aptidão para desenhar á mão livre, já que os riscos podem transferidos á uma superfície, para então serem pintados. Mas são também artistas natos, cujo amor ao que fazem os levam a abdicar de passeios ou outros programas, para se dedicarem á pintura e a gastarem seu dinheiro em livros e revistas sem as quais elas absolutamente não podem viver. Suas roupas invariavelmente têm salpicos coloridos, porque elas se esquecem de colocar um avental e suas casas são abarrotadas de tintas, pincéis e toda sorte de material auxiliar, porque elas pintam nas madrugadas e não podem correr o risco de que nada venha lhes faltar. São profissionais de todas as áreas ou simples donas de casa, de todas as camadas sociais e de todos os níveis culturais. Visitam feiras, simpósios e festivais sobre pintura, formam grupos de estudo ou de colaboração mútua e procuram manter-se sempre informadas sobre novidades e lançamentos sobre o tema.

Todos esses artistas têm em comum, além de tudo isso, o fato de estarem sempre buscando aperfeiçoamento. Nessa busca, dedicam-se a aprender diversos estilos de pintura e acabam por criar um estilo novo, seu próprio, que é a somatória ou a mescla de tudo que assimilaram ou de que mais gostaram, em cada estilo que conheceram.

A grande maioria desses artistas decorativos sequer se dá conta de que efetivamente são artistas e pensam em si mesmos como simplesmente artesãos, o que não é verdade, pois por definição, artesão é aquele que faz algo que embora criativo e artístico, o faz em série, com o objetivo de comercializar. O artista decorativo nem sempre vende sua arte, e na maioria das vezes o faz para manter seus gastos com aulas e materiais, mas não suporta fazer duas vezes o mesmo trabalho. Está sempre se renovando, buscando novas aventuras, e costuma ter orgulho e ciúme das suas criações.

O Glossário a seguir, pretende informar e criar parâmetros para uma uniformização da pintura artística no Brasil, visto que cresce vertiginosamente, porém sem que todos os artistas falem uma mesma linguagem, muitas vezes por desconhecer os termos exatos para técnicas, estilos e materiais disponíveis no mercado. Não é de forma alguma um trabalho definitivo, pois esse é um campo em constante movimento e desenvolvimento. O propósito é iniciar uma discussão que reúna artistas e empresários dos setores industrial, comercial e editorial, com o principal objetivo de buscar crescimento técnico, artístico e, porque não, pessoal.

Eliana Zerbinatti

Definição de Artesanato

O Artesanato é essencialmente o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). O artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.

O artesanato é tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto.


História

Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição Agreste que viveram no sudeste do Piauí em 6000 a.c.

A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este ensinava os empregados em troca de mão-de-obra barata e fiel, o empregado recebia ainda vestimentas, comida e o conhecimento. Páginas relacionadas